Gaeco denuncia cinco policiais rodoviários por cobrança de propina

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) apresentou denúncia contra cinco policiais rodoviários, investigados na Operação Via Calma, por cobrar propina de motoristas e não cumprir as suas funções. A denúncia, apresentada nesta terça-feira (23), indica que os oficiais cobravam dinheiro para liberar veículos que apresentavam irregularidades, como débitos pendentes em relação ao IPVA e seguro obrigatório DPVAT.

No documento foram detalhados oito casos caracterizados como concussão – quando o acusado utiliza o cargo para exigir vantagem indevida – em que os policiais cobravam de R$ 10 a R$ 400 dos motoristas para liberar veículos irregulares. Também foram detalhados cinco caracterizados como prevaricação – quando o funcionário público deixa de cumprir suas funções – em que os acusados simplesmente não cumpriam a ordem de recolher tais veículos, sem a cobrança de propina.

De acordo com a denúncia, o modus operandi das equipes “consistia em abordar veículos em situação irregular, seja por débitos junto ao DETRAN, seja por demais infrações de trânsito, e liberá-los principalmente mediante o pagamento de vantagem indevida”. Além disso, o documento afirma que, após a constatação das liberações dos veículos, consultas realizadas nos sistemas mostraram que “os débitos referentes aos mesmos não haviam sido adimplidos, não tendo os condutores, da mesma forma, sido autuados”.

As ações foram acompanhadas e registradas por investigadores do Gaeco após o recebimento de uma denúncia anônima, e aconteceram entre março e abril de 2017. Os crimes foram registrados em bloqueios realizados na PR-415, em Piraquara, e na PR-092 (Rodovia dos Minérios), em Almirante Tamandaré.

Dois policiais foram denunciados pelo crime de concussão, um pelo crime de prevaricação, e os outros dois por ambos os crimes.

(Massa News)

(Fonte: Umuaramanews.com.br)

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