O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) negou, nesta quinta-feira (13), a informação divulgada pelo secretário-chefe da Casa Civil do Paraná, Valdir Rossoni, de que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderia ser suspenso em caso de as ocupações continuarem no estado. De acordo com o último balanço do movimento “Ocupa Paraná”, são mais de 250 escolas tomadas por estudantes.
Em transmissão ao vivo realizada no Facebook durante a noite de quarta-feira (12), Rossoni chegou a afirmar que a Secretaria Estadual de Educação havia recebido a informação do Ministério da Educação (MEC) de que o exame poderia ser cancelado no estado também em caso de greve de professores. “A secretária de Educação [Ana Seres] acaba de me informar de que o MEC tomou a seguinte decisão: que não fará os exames do Enem se o Paraná tiver escolas ocupadas ou professores em greve. Então veja que estamos entrando em uma situação extremamente delicada, já que podemos prejudicar os nossos estudantes que querem entrar em universidades públicas”, disse o secretário.
No começo da tarde desta quinta-feira (13), por meio de nota,o Inep negou a fala de Rossoni. “O Inep reafirma que o Enem será realizado no Paraná, nos dias 5 e 6 de novembro. Caso alguma escola onde será realizado o exame esteja ocupada nos dias das provas, o Inep tomará as medidas necessárias para garantir que nenhum inscrito no exame seja prejudicado”, informou.
Os estudantes que ocupam escolas, não só no Paraná como em outros estados, criticam a reforma do ensino médio proposta pelo governo Michel Temer e que retira a obrigatoriedade de disciplinas como artes e educação física.
No vídeo, Rossoni lembrou ainda que o governador Beto Richa já acenou por duas vezes de que o Paraná não fará mudanças no ensino médio sem discussão e cogitou uma intenção político partidária no movimento. “O governador já acenou com duas falas aos jovens de que ele quer discutir o assunto e levar o posicionamento do estado ao ministro da educação. Nada será implantado sem a opinião da população paranaense, mas questiono o porquê de a ocupação acontecer apenas no Paraná, não parece um dedo de razões políticas”, questionou.
(Informações: Banda B / Bem Paraná)



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