O Atlético lutou, pressionou e foi em busca do título, mas não deu: o Flamengo é o primeiro clube campeão do “Novo Maracanã”. Em vantagem após o empate em Curitiba, o Rubro-Negro carioca jogou com o regulamento debaixo do braço nesta quarta-feira (27) e segurou todo o ímpeto paranaense durante a partida. E já nos últimos minutos, foi premiado com gols de Elias e Hernane para vencer por 2 a 0 e repetir os feitos de 1990 e 2006, conquistando o tricampeonato da Copa do Brasil.
Após o 1 a 1 nos primeiros 90 minutos em Curitiba, Flamengo e Atlético se encontraram novamente no Maracanã para decidir a Copa do Brasil. Precisando balançar as redes para levar o título para casa, o Furacão começou jogando no ataque e tentando pressionar. Mas, na base dos contragolpes, a primeira chegada foi dos cariocas com uma pancada rasteira de Luiz Antônio defendida por Weverton.
Aquela fase de estudo foi passando e o equilíbrio foi aparecendo em campo. A aposta paranaense era a velocidade dos atacantes, e por isso forçou muito em bolas enfiadas pelas laterais normalmente anuladas pela defesa. Melhor para os donos da casa, que tinham uma posse mais controlada e trabalhada, e por isso chegava com mais consciência até a intermediária – limite em que conseguia avançar.
O volume de jogo do time da Gávea foi aumentando até se postar quase que inteiro no campo de ataque, parando na marcação bem encaixada dos visitantes e tendo que arriscar chutes de longe. O Atlético, como esperado, tentava se lançar nos já conhecidos contra-golpes, mas tinha dificuldade em acertar os passes para realmente ter alguma oportunidade clara e levar perigo.
Apesar de precisar fazer gols, o Furacão estava mais perto de levar do que marcar nos minutos finais do primeiro tempo. Acuada na defesa e aparentando estar nervosa, a equipe de Vagner Mancini foi se segurando e gastando tempo até o intervalo, enquanto o Fla pressionava. Nessa pegada, Luiz Antônio ainda acertou a bola exatamente na forquilha, a junção da trave com o travessão, em cobrança de falta para criar a principal chance da etapa.
Com apenas mais 45 minutos pela frente até que alguém levantasse o troféu, os dois rubro-negros imprimiram um ritmo acelerado no início da etapa final. Em desvantagem no placar agregado, o Atlético buscava agredir ofensivamente logo de cara – mas ainda sem lances agudos. Mais tranquilo, o Flamengo respondia buscando matar o jogo. Havia um fator em comum: os goleiros não trabalhavam.
O tempo era mais um adversário do Furacão, que tentava chegar às redes o mais rápido possível para diminuir a ansiedade. O time da Baixada ficava nos arredores da grande área, o problema era que não conseguia de jeito nenhum finalizar em gol. Em contrapartida, em jogadas esporádicas e apostando as fichas no “brocador”, o Fla quase marcou com um chute e uma cabeçada de Hernane.
O cronômetro passou dos 30 minutos e os ânimos atleticanos começaram a ficar mais tensos. Um gol bastava para o título deixar de ser um sonho e se tornar realidade no clube paranaense. Faltava o gol. Era bola cruzada na área após bola cruzada na área e nada de um desvio salvador acontecer. E novamente em uma descida “solitária” os cariocas quase anotaram o gol: Hernane recebeu na área e acertou um belo voleio para Weverton salvar o Furacão.
A tranquilidade não fazia mais parte do Atlético e dificultava na definição dos lances. O Flamengo soube aproveitar isso e mostrou como faz. Já aos 42 minutos, em um contragolpe, Paulinho serviu e Elias chutou para as redes para abrir o placar – praticamente garantindo o título.
Nos instantes finais, o nervosismo tomou conta de vez e, após troca de empurrões, André Santos e Ciro foram expulsos. O Atlético foi todo para frente ainda acreditando que um milagre poderia acontecer. Acabou dando espaço atrás e sofreu mais um gol aos 49 minutos: Hernane recebeu o toque na área e finalizou no canto para fechar o placar em 2 a 0 e dar início à festa do tricampeonato da Copa do Brasil do Flamengo.
FICHA TÉCNICA
FLAMENGO 2 X 0 ATLÉTICO
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).
Data: 27 de novembro de 2013.
Horário: 21h50.
Flamengo: Felipe; Léo Moura (González), Samir, Wallace e André Santos; Amaral, Luiz Antônio, Elias (João Paulo) e Carlos Eduardo (Diego Silva); Paulinho e Hernane.
Técnico: Jayme de Almeida.
Atlético: Weverton; Juninho (Cleberson), Manoel, Luiz Alberto e Pedro Botelho; Deivid, Zezinho, Felipe (Dellatorre) e Paulo Baier; Marcelo e Ederson (Ciro).
Técnico: Vagner Mancini.
Público total: 68.857 pessoas.
Renda: R$ 9.733.785,00.
Cartões amarelos: Samir (FLA). Dellatorre (CAP).
Cartões vermelhos: André Santos (FLA). Ciro (CAP).
Gols: Elias (FLA), aos 42 minutos, e Hernane (FLA), aos 49 minutos do segundo tempo.
(Banda B / Por João Pedro Alves )




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