Recém-nascido é encontrado abandonado em bueiro

Digulgação Siate
Digulgação Siate

Um recém-nascido foi encontrado abandonado em um bueiro no Jardim Novo Oásis, em Maringá, na tarde desta quinta-feira (3). O bêbe do sexo masculino foi localizado por volta das 14h45 pelo servente de pedreiro, Adriano dos Anjos, 27 anos.

O trabalhador relatou à reportagem que retornava para a obra na Rua Rio São Francisco II quando passou próximo ao bueiro e ouviu um barulho. Inicialmente ele achou que se tratava de um gato, mas ao abrir a tampa do bueiro se deparou com o recém-nascido embrulhado em um pano com manchas de sangue e ainda com o cordão umbilical.

Anjos retirou o recém-nascido do bueiro com ajuda a um colega de trabalho e de uma moradora, que também forneceu uma toalha para limpar e enrolar a criança. Segundo a mulher, o bebê apresentava um ferimento no pescoço. Equipes do Siate e do Samu foram acionadas e encaminharam o bebê ao Hospital Universitário (HU) de Maringá.

O hospital informou que o bebê deu entrada às 15h25 no HU e, de acordo com avaliação

Foto: Maringa Manchete

médica, teria nascido há cerca de 16 horas. Segundo informações do hospital, o estado de saúde da criança é grave e há risco de morte.

Exames apontaram uma lesão na coluna cervical e outra no tórax com suspeita de perfuração de pulmão. O recém-nascido também sofreu traumatismo craniano e está internado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal sob os cuidados de uma junta médica.

Investigação

Caberá à Delegacia de Homicídios a missão de tentar identificar a pessoa que esfaqueou e ‘desovou’ o bebê dentro do bueiro. A hipótese de mais de uma pessoa ter participado do crime não foi descartada. Para a polícia, seria improvável uma mulher sozinha ter erguido a tampa de concreto armado ,que pesa cerca de 35 quilos, e recolocá-la novamente no lugar.

Até o final da tarde a motivação também era uma incógnita. As suspeitas iniciais são de gravidez indesejada, uso de drogas, rejeição familiar ou estado puerperal, condição que desencadeia uma queda nos níveis hormonais e alterações bioquímicas no sistema nervoso central que leva a parturiente a repelir – e até matar – o filho recém-nascido. Entretanto, qualquer que seja a motivação o caso será tratado como tentativa de infanticídio.

As investigações para tentar identificar a parturiente se concentrarão no bairro e arredores, mas a polícia já disponibilizou o fone 197 para denúncias que possam levar à autoria do crime.

(O Diário / Rosângela Gris , Murilo Gatti e Roberto Silva)

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