Professores das escolas estaduais decidem entrar em greve no dia 13 de março

A assembléia dos trabalhadores em educação pública estadual realizada neste sábado(15) em Curitiba, com a presença de centenas de professores e funcionários de escola, aprovou a greve da categoria a se iniciar no dia 13 de março. A paralisação deve acontecer apenas um mês após o início das aulas, marcado para o dia 14 de fevereiro. Após a avaliação das negociações com o governo, professores e funcionários aprovaram por ampla maioria a interrupção das atividades. Segundo a APP-Sindicato, o movimento vai se dar após uma intensa programação de mobilizações nas escolas no início das aulas, em fevereiro, que vai incluir debate com a comunidade, atos públicos, seminário de funcionários e uma campanha de mídia.

Diante da negativa do governo em implementar os 33,3% de hora-atividade para os professores e a retirada do reconhecimento da graduação para o agente educacional I e da pós-graduação para o agente II do projeto de lei que altera o plano de carreira dos funcionários, os trabalhadores em educação entenderam que a greve é o único caminho para levar o governo ao atendimento da pauta.

“O governo, a partir da data de hoje, já sabe que estamos construindo a greve, e ela já tem data para começar, dia 13 de março”, disse a presidenta da APP-Sindicato, Marlei Fernandes de Carvalho.

A decisão em se iniciar a greve somente em março tem em conta o processo de distribuição de aulas, que se encerra em fevereiro, mês que os trabalhadores também terão para organizar o movimento nas escolas, após as férias de janeiro.

“Foi uma construção bastante coletiva, buscando os consensos, para que possamos arrancar do governo aquilo com que ele se comprometeu de fato: o plano de carreira com graduação e especialização, os demais itens da pauta e a hora-atividade de 33%, que não tem acordo com a proposta do governo”, disse professora Marlei, observando que o governo será informado por ofício de todas as decisões da assembléia e que a negociação prosseguirá.

Reivindicações

No centro das demandas grevistas, a pauta salarial dos professores incluirá cumprimento da Lei do Piso Salarial Profissional Nacional (que deve ter novo reajuste de em janeiro de 2013), reajuste na data-base geral dos servidores, em maio, e equiparação salarial dos professores aos demais servidores de nível superior. Os professores não abrem mão dos 33,3% de hora-atividade tomando-se por base a hora-aula de 50 minutos e de participar ativamente de todas as iniciativas que impliquem mudança na matriz curricular.

Os funcionários vão reivindicar também a aprovação da alteração do Plano de Carreira com o reconhecimento da graduação e a pós-graduação para fins de avanço e reajuste de 8,59%, garantindo-se um aumento real. Como demandas gerais, estão a adoção de um novo modelo de atendimento à saúde que supere o atual SAS e a realização de concursos para o magistério (já previsto) e para funcionários de escola.

(Fonte: Banda B)

Compartilhe!

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*