O município de Floresta, na região de Maringá, se transformou em uma praça de guerra no inicio da noite de ontem (08). Mais de mil pessoas, de acordo com informações da Polícia Militar, se aglomeraram em frente à casa da enfermeira Silvanir Pereira Higino Sandrigo, que disputou as eleições municipais como candidata a prefeita pelo PT, para protestar contra uma suposta conduta desleal adotada por ela durante a campanha eleitoral.
Em uma atitude completamente fora do comum e totalmente selvagem, as pessoas ameaçaram agredir e causaram o terror na casa da família da candidata derrotada. Fogos de artifício, ovos e pedras foram disparados contra a residência da candidata que obteve apenas 403 votos de um total de cerca de 5,5 mil eleitores e ficou com a última colocação entre os três candidatos que disputavam a prefeitura da cidade de 5,9 mil habitantes.
Pneus foram queimados, pedras e ovos arremessados na casa de Silvanir e os manifestantes ameaçavam atear fogo na casa, que teve vidros quebrados.
Vizinhos e familiares da moradora desesperados com a ação pediam socorro a todo tempo, dezenas de ligações de socorro foram feitas para polícia, que segundo informações, com apenas quatro homens não conseguiam conter a fúria dos terroristas.
A enfermeira, o marido e uma filha permaneceram refugiados no interior do imóvel até a chegada de soldados do Batalhão de Choque e de agentes da Polícia Federal. Dois manifestantes foram detidos e os envolvidos foram conduzidos para o 1º Distrito Policial, onde permaneceram até o início da madrugada. A Polícia Civil deve divulgar na manhã de hoje os motivos que causaram a revolta popular.
Informações de moradores que acompanharam o protesto apontam que a manifestação teria sido iniciada por candidatos ao legislativo pertencentes ao próprio partido de Silvanir.
“Eles foram chegando, queimando bandeiras do PT e colocando fogo em pneus que foram espalhados em frente à casa dela. Em minutos, uma fumaça cobria a cidade e, com a chegada de mais pessoas, passaram a chamá-la aos gritos de traidora e arremessar pedras, ovos e rojões contra a casa. De uma hora para outra, a rua estava lotada de pessoas que se não fosse a chegada da polícia poderiam até matá-la. Foi uma selvageria total”, contou um morador da cidade que preferiu não ter o nome revelado.
Os atos de violência só foram contidos com a chegada de soldados da tropa de choque da PM e de agentes da PF. Tiros foram disparados para o alto. Assustada a multidão recuou. O protesto iniciado por volta das 18h30 só foi contido totalmente por volta das 23h30.
Motivo
Ninguém soube informar o real que gerou a confusão. Levada para a delegacia para depoimentos, a enfermeira não falou com a imprensa. Policiais militares que isolaram a área e permaneceram no local, informaram que havia duas hipóteses, não confirmadas, que teriam gerado as cenas de violência.
Uma delas seria a suposta traição da candidata aos vereadores de sua coligação. Ela teria trabalhado nos últimos dias para obter votos para o prefeito eleito José Roberto Ruiz (PP) que venceu as eleições com 2.261 votos, total correspondente a 47,91% do total de votos válidos. A outra versão indica que a enfermeira teria provocado à ira dos correligionários do candidato Junão (PMDB) que conseguiu 43,55% dos eleitores, atingindo 2.055 votos. Eles teriam descoberto que Silvanir teria supostamente recebido dinheiro para apoiar Ruiz.
Silvanir que se apresentou nas eleições como “Enfermeira Silvanir” obteve 8,54% do total de votos válidos no município.
(Coluna do Rato)



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