Polícia tenta hipnose para encontrar assassino de garota violentada e morta

Mais uma testemunha do caso Beatriz – uma criança de oito anos cuja identidade é mantida sob sigilo pela Polícia Civil de Sarandi – será submetida a uma sessão de hipnose forense no Instituto de Criminalística do Estado do Paraná, em Curitiba.

A sessão está marcada para esta quarta-feira (3) e ajudará na elaboração de um novo retrato falado do homem que raptou, estuprou e matou a estudante Beatriz Silva Pacheco Gonçalves, 10 anos, no último dia 17 de junho, em Sarandi, região metropolitana de Maringá.

O primeiro retrato foi elaborado com base nas descrições repassadas por um menino de 9 anos, primo da vítima, exatamente durante uma sessão de hipnose forense com o psicólogo e psiquiatra Rui Sampaio, que também será o responsável pela sessão de amanhã.

De acordo com o relato da testemunha, o maníaco tem idade aproximada de 40 anos, entre 1m70 e 1m75 de altura, cabelos grisalhos, olhos castanhos escuros e pesa aproximadamente 76 kg. Na ocasião, o instituto informou que a porcentagem de semelhança era de 85%.

Durante a sessão, o garoto lembrou que o homem usava agasalho azul claro ou cinza com algo escrito, que pode ser a identificação de uma empresa de cimento. Ele vestia uma camisa xadrez azul e branca grossa, calça jeans escura e tênis preto.

“O objetivo da polícia é comparar os dois retratos. Queremos analisar as semelhanças e as diferenças das descrições feitas pelas duas crianças”, explica o investigador da Polícia Civil de Sarandi, Márcio Bertoni.

O investigador disse ainda que a Polícia Civil recebeu, até o momento, o resultado de 17 exames feitos a partir de amostras de sangue de suspeitos encaminhadas ao Laboratório de Genética Forense da Polícia Civil, em Curitiba, e aguarda outros 17.

De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (Sesp), todos os exames solicitados já foram finalizados e devem ser enviados nos próximos dias à Polícia Civil de Sarandi.

Segundo Bertoni, o Insituto Médico-Ilegal (IML) deve encaminhar mais dez amostras de material coletado de suspeitos para análise nesta quarta-feira. A confrontação é feita com o sêmen encontrado no corpo de Beatriz. O exame demora em média 15 dias, segundo a Sesp.

“Esse é um período relativamente pequeno, considerando que o Instituto de Criminalística atende todo o Estado. E também é preciso destacar que essas informações vão para um banco de dados que pode ajudar na elucidação de outros crimes sexuais”, ressaltou o investigador.

(O Diário / Rosângela Gris e Larissa Sato)

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