Defensoria Pública pede interrupção de atividades não essenciais em Umuarama

Foto: Ricardo Trindade/ OBemdito

A Defensoria Pública do Estado do Paraná protocolou junto ao Tribunal de Justiça do Paraná um agravo de instrumento solicitando que as atividades não essenciais tenham suas atividades paralisadas em Umuarama. O pedido tem como embasamento o crescendo número de casos confirmados de coronavírus no município.

O pedido é assinado por Júlio César Duailibe Salem Filho, Defensor Público Coordenador do NUCIDH (Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado do Paraná). O defensor argumenta que “desde o dia 05 de novembro de 2020 a cidade de Umuarama vem enfrentando, ao que parece, pelos números informados nos boletins diários abaixo colacionados, uma segunda onda de contaminação pelo Coronavírus”.

O documento aponta que uma das causas desta majoração é a abertura indiscriminada de bares e restaurantes, que tem ficado lotados no município. O agravo apresenta inclusive fotos de estabelecimentos lotados, sendo que as pessoas estão sem máscaras. Ainda apresenta os últimos boletins de acompanhamento da Covid na cidade, divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde.

“Outro número preocupante é o da ocupação dos leitos de enfermaria e UTI para tratamento da COVID-19. Umuarama já não possui mais leitos de enfermaria vagos e restam apenas 2 vagas de UTI (no dia 05/11 haviam 3 vagas na enfermaria e apenas 03 vagas da UTI estavam ocupadas), sendo uma questão de tempo o colapso da rede municipal de atenção à pandemia, de acordo com os dados divulgados”, informa o defensor público.

Salem Filho acrescenta que “a pandemia não acabou e seus efeitos ainda serão sentidos por muito tempo pela frente”. Mostra que na Europa alguns países relaxaram com as medidas restritivas e agora convivem com uma segunda onda da doença.

Para finalizar, o defensor argumenta: “Nesse sentido, além dos documentos já juntados ao longo deste processo, com esses novos dados é possível verificar que a cidade de Umuarama-PR ainda não está preparada para a retomada das atividades não essenciais, sendo de suma importância que, para além do restabelecimento da liminar outrora vigente, seja dado provimento a este Agravo de Instrumento, consoante parecer do órgão ministerial”.

Aqui está o agravo de instrumento 0020002-72.2020.8.16.0000.COE

O Centro de Operações de Enfrentamento à Covid-19 (COE Municipal) teve reunião ordinária na tarde da última quinta-feira (12), no anfiteatro da Prefeitura, para avaliar o quadro atual da pandemia em Umuarama e as ações desenvolvidas atualmente para conter o avanço do contágio entre a população. A reunião teve presença do Ministério Público, da 12ª Regional de Saúde, da direção do Cisa Amerios, da Vigilância Sanitária/ Covisa, dos hospitais, do Samu e da Associação Comercial, Industrial e Agrícola (Aciu).

O COE reforçou que no momento não existe a intenção de restringir nenhuma atividade econômica, porém é fundamental que a população retome as medidas preventivas – como uso da máscara, que é obrigatório em locais públicos; evitar aglomerações; manter distanciamento social e espaço em filas; higienização constante das mãos; etiqueta respiratória e o cuidado com objetos de uso pessoal.

De acordo com o COE, informações sobre fechamento do comércio neste momento não passam de notícias falsas (fakenews) para desinformar ou até assustar a população e não devem ser passadas adiante.

(Fonte: obemdito.com.br)

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