
Um decreto assinado pelo governador do Paraná esta semana põe fim a um problema antigo em muitas delegacias: policiais civis obrigados a cuidar de presos. A gestão de 41 carceragens em delegacias será transferida para o Departamento Penitenciário (Depen).
Essas carceragens passarão por adequação na estrutura física e o prédio será isolado da delegacia com entradas independentes. Onde for possível a carceragem vai ocupar um outro imóvel.
Na região noroeste, mais de dez carceragens estão na lista, entre elas as carceragens das delegacias de Alto Paraná, Colorado, Altônia, Astorga, Nova Esperança, Marialva e Mandaguari.
A carceragem de Campo Mourão também será transferida para o Depen. O delegado-chefe, Nilson Rodrigues, diz que será um alívio para os investigadores que poderão se dedicar exclusivamente ao trabalho de investigação. A carceragem de Campo Mourão tem 241 presos.
“Agora, com essa plenitude do decreto, passando 100% para o Depen, possibilitou que eu me dedique não só na gestão da 16º, mas também, junto com delegados adjuntos, demais delegados, investigação dos crimes. Mas posso também afirmar que minha equipe, que é muito boa para investigação, tem investigado muito bem, mas agora a tendência, realmente, é melhorar, porque vai sobrar um tempo maior para mim como gestor, vai sobrar um tempo maior para os demais delegados para que eles possam realmente se dedicar nas investigações”, explica o delegado-chefe.
Vai sobrar mais tempo também para o delegado visitar as delegacias que fazem parte da 16º Subdivisão Policial.
“O delegado-chefe tem uma gestão sob toda a área da 16º, que são 15 municípios, dentre esses 15 municípios têm seis comarcas também […]. Ela exige que o delegado gestor visite essas delegacias, é uma outra situação que vai possibilitar que eu possa fazer uma visita mais constante desses locais, para saber as condições de trabalho das suas respectivas áreas”.
Outras 15 carceragens serão completamente fechadas e os presos transferidos para casas de custódia. Entre elas, Cruzeiro do Oeste, Terra Rica e Santa Fé na região de Maringá. No caso de flagrantes ou presos por ordem judicial, a Secretaria da Segurança Pública vai determinar o que fazer. Mas ficará proibida a detenção em celas temporárias por prazo superior ao necessário para a conclusão dos procedimentos de investigação.
(Fonte: gmconline.com.br)



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