Pesquisadores acreditam ter encontrado restos mortais que seriam de São João Batista

Relicário que trazia a inscrição "Deus, salve seu servo Thomas. Para São João, 24 de junho", escrita em grego.
Foto: Oxford University
Relicário que trazia a inscrição "Deus, salve seu servo Thomas. Para São João, 24 de junho", escrita em grego.
Foto: Oxford University

Um osso do dedo da mão, uma parte do crânio e um dente, que pertenceram a um homem que morreu por volta do século I depois de Cristo estão provocando polêmica. Junto com os ossos, foram encontradas evidências que sugerem que os restos mortais seriam de São João Batista, o santo que era primo de Jesus, a quem batizou nas águas do Rio Jordão.

De acordo com os arqueologistas, os ossos foram submetidos a testes com carbono 14 na Universidade de Oxford para estabelecer a data aproximada e o resultado, juntamente com outros materiais encontrados durante as pesquisas arqueológicas, sugerem que eles poderiam ser os restos mortais do santo.

Os pesquisadores encontraram o material nas ruínas de um antigo monastério na Bulgária, há dois anos, enterrados sob um altar, em uma ilha no Mar Negro. Os restos mortais estavam em um relicário e havia uma caixinha de pedra com a seguinte inscrição em grego: “Deus, salve seu servo Thomas. Para São João, 24 de junho.” A data é a do nascimento de João Batista.

Osso do dedo da mão, usado no teste do carbono 14
Foto: Oxford University

Uma das teorias é que Thomas seria uma pessoa a quem foi dada a missão de levar o relicário até o monastério na ilha, chamda de Sveti Ivan – traduzindo, São João.

Os pesquisadores ficaram surpresos quando descobriram a idade dos restos mortais, mas admitem que todas essas evidências ainda são insuficientes para garantir que eles pertenciam a São João Batista.

DNA do santo?

Na Universidade de Conpenhagen, testes de DNA confirmaram que os restos mortais seriam da mesma pessoa, provavelmente um homem, e que se trataria de alguém nascido no Oriente Médio – terra de São João Batista.

Os pesquisadores acreditam que os ossos chegaram até a Bulgaria através da Antióquia (uma antiga cidade turca), onde a mão direita de São João teria sido conservada até o século X.

(Informações O Diário)

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