Em Cianorte, pesquisa aponta risco médio de infestação do Aedes Aegypti

IMG_0345 copyA Secretaria Municipal de Saúde divulgou, nesta quarta-feira (26), o resultado do 2º Levantamento de Índice Rápido Aedes Aegypti (LIRAa). Realizado entre os dias 24 e 28 de abril, o estudo aponta um índice de infestação do mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya de 1,8%, número que coloca Cianorte em alerta para o risco de epidemia da doença, conforme classificação do Ministério da Saúde. Atualmente, o município não tem confirmado nenhum caso das doenças transmitidas pelo mosquito.

Os dados do LIRAa estão baseados na visita a 1.526 imóveis de Cianorte, escolhidos por sorteio aleatório. Neles foram encontrados 27 focos do Aedes Aegypti que caracterizou a cidade com risco médio de infestação. A região mais crítica detectada foi a da Zona 02, com oito focos da doença, seguida pelas Zonas 07 e 03, com 05 focos, e pelas Zonas 04, 01 e 08 e Jardim Universidade, com dois focos, cada.

 “Este resultado nos preocupa por já colocar Cianorte em estado de alerta para epidemia.IMG_0200 copy Apesar de não termos nenhum caso das doenças confirmado, não estamos imunes a elas. A população precisa ficar atenta e nos ajudar nesta luta, eliminando em seus quintais os materiais que possam acumular água”, comentou a supervisora do Programa de Combate à Dengue da Prefeitura, Vera Lucia Fusisawa.

De acordo com o levantamento realizado, quase metade dos focos (46,9%) foram encontrados em pequenos depósitos móveis, que compreendem mobiliários, bebedouro de animais e vasos de plantas. Os demais foram identificados no lixo (28,6%); em depósitos fixos (14,3%) – tanque de lavar roupas, encanamento de sistema de drenagem no quintal e vasos sanitários -; e em depósitos de armazenamento de água (14,8%).

Segundo Vera, estes são locais de reprodução do mosquito que a própria população pode eliminar. “Tem muita gente que espera a visita dos agentes para que eles destruam os materiais. É preciso que as pessoas criem o hábito de fiscalizar seus próprios imóveis e destinar corretamente o lixo gerado neles. Do contrário as ações da Prefeitura não resolverão o problema”, afirmou.

(Informações e fotos: Assessoria)

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