Parada para reabastecimento de voo da Chapecoense em Bogotá custaria R$ 10 mil e uma hora extra

lg-cca5d222-7114-4346-af6c-2f00439d1e68Uma parada no aeroporto de Bogotá, na Colômbia, provavelmente teria evitado a tragédia com o avião da LaMia, que levava o time da Chapecoense para o jogo mais importante da história do clube. O desvio, segundo o coronel Douglas Machado, especialista em investigações de acidentes aéreos, renderia uma hora a mais de voo e teria um custo aproximado de R$ 10 mil, incluindo combustível e taxas aeroportuárias. “Nenhum dos passageiros iria se incomodar com esse desvio”, afirma o também professor da universidade Estácio.

Assim como ocorreu há 20 anos, com o acidente fatal da banda Mamonas Assassinas, Machado analisa a viagem fatal da terça-feira a partir da relação cordial entre empresa e seus clientes. “Na tentativa de agradar o cliente [o clube de futebol] provavelmente o piloto optou por chegar rápido ao destino, mas a partir de um risco desnecessário.”

Pilotos brasileiros ouvidos pela Folha criticam o fato de o comandante, que morreu no acidente, ser também o sócio da empresa LaMia, o que pode causar conflito de interesse entre o cuidado com a segurança e custos.

O advogado especializado em causas aeronáuticas Josmeyr Oliveira concorda. “Se fosse um piloto contratado [funcionário da empresa], ele pensaria na própria vida e pararia no primeiro aeroporto que visse [se soubesse que estava com pouco combustível].

(Informações e fotos:Agência Folhapress via  www.massanews.com)

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