Gaeco realiza operação “Cilindro” em Cianorte e dois são detidos

ga08Policiais do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), realizaram uma grande operação durante todo o dia nesta segunda-feira (30), em 35 cidades do Paraná, incluindo Cianorte.

A operação foi batizada como “Operação Cilindro” e teve como objetivo combater a adulteração de oxigênio hospitalar. Ao todo, sete pessoas foram levadas para a Delegacia para serem ouvidas. Em Cianorte de acordo com o Gaeco, duas pessoas foram detidas e uma terceira foi conduzida coercitivamente.

Ao todo, foram expedidos 56 mandados de busca e apreensão, sendo dois de prisão e dois de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas empresas, em residências de funcionários e unidades de saúde.

Segundo o Gaeco, em Cianorte foram cumpridos 12 mandados, além de um em São Tomé,ga02 um em Terra Boa e um em Jussara. A operação contou com apoio da Polícia Militar de Cianorte. Diversos produtos e equipamentos foram apreendidos.

Segundo o Gaeco, três empresas, instaladas em Cianorte, Maringá e Campo Mourão, vendiam oxigênio industrial usado para soldas, como se fosse para uso medicinal. As investigações apontam ainda que essas empresas também adulteravam os cilindros, lacres, datas de validade e de inspeção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O grupo é investigado desde maio deste ano.

Ainda de acordo com o Gaeco, centenas de hospitais eram abastecidos por esses cilindros de gás adulterados. Há indícios de corrupção e fraude em licitações para a compra desses ga06produtos, além do envolvimento de servidores públicos, conforme o Gaeco. Entre os outros crimes investigados estão formação de quadrilha, falsificação e sonegação e crime contra a saúde pública.

“São várias irregularidades. Eles tiram o oxigênio de um cilindro grande e preenchem um cilindro menor, vendendo para o consumidor deste cilindro maior uma quantidade abaixo do que deveria ser vendida. Isso acarreta ainda em crime contra a saúde pública. Eles pegam do cilindro industrial e vendem como se fossem cilindros hospitalares. A pessoa está recebendo no pulmão um oxigênio que é para colocar na solda das ferramentas”, explica o promotor Laércio Januário de Almeida.

Ainda de acordo com o Gaeco, há cerca de outras dez empresas que estão sendo investigadas.

(Com informações G1)

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