Os restos mortais foram encontrados às margens do Rio Lontras, a cerca de 300 metros da ponte, no bairro Santa Rosa, a 2 km de Barbosa Ferraz. Junto com a ossada foram localizadas partes de um cobertor, que serviu para embrulhar o corpo.
De acordo com as informações de um dos investigadores da Delegacia de Polícia Civil de Barbosa Ferraz, por volta das 23h30min desta sexta-feira (23), um homem procurou a polícia e informou que um pescador havia achado os restos mortais de uma pessoa, indicando o local.
Os policiais foram ao local e realmente encontraram a ossada humana. Os restos mortais estavam todos juntos, enroscados em uma galhada na barranca do rio, envoltos em um cobertor. O crânio apresentava um grande corte na parte superior, ficando claro que a
vítima recebeu um golpe com um objeto cortante, podendo ser uma machadada, o que deve ter causado a morte. O maxilar também estava quebrado e faltando vários dentes.
Provavelmente a vítima tenha sido morta em outro local e o corpo foi desovado no bairro Santa Rosa, visto que estava enrolado em um cobertor.
Por volta das 00h30min da madrugada desta sábado (24), o IML de Campo Mourão foi acionado pela Polícia Civil e a ossada foi levada para Campo Mourão.
Rapaz desaparecido
Dione Cesar, de 25 anos de idade, morador da Rua Piauí, na Vila do Roque, está
desaparecido desde o dia 23 de novembro do ano passado (2014) e informações de populares do bairro onde ele morava, era de que ele teria sido assassinado e os responsáveis teriam desaparecido com o corpo.
Algumas informações levaram a Polícia Civil a procurar o corpo do rapaz em vários locais no bairro onde ele morava e até mesmo em áreas rurais, mas as informações não haviam sido confirmadas. Alguns diziam que o corpo havia sido jogado em uma fossa e outras informações davam conta que o corpo tinha sido desovado no bairro Santa Rosa.
Com a descoberta da ossada, a polícia espera que a família reconheça as peças de roupa que a vítima usava, mas a confirmação deve acontecer mesmo após exames realizados pelo IML.
A mãe de Dione, 17 dias após o desaparecimento do filho, disse a reportagem da coluna do rato não acreditar que o filho estava vivo e que vários relatos no bairro, de pessoas que ela preferiu não dizer, eram de que seu filho tinha sido morto a machadadas.
A Polícia Civil trabalhava com a informação do desaparecimento do jovem e agora, com a
localização dos restos mortais, se confirmarem como sendo de Dione Cesar, as investigações devem se aprofundar, já que a partir de agora se trabalha com materialidade de um crime.
(Coluna do Rato /Claudiney Costa)



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