Um dos presos envolvidos na morte do superintendente Marcos Gogola, de Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba, fugiu do Complexo Médico Penal, em Pinhais, por volta das 4h da madrugada desta segunda-feira (13). Dionatan Mendes de Quadro, de 22 anos, estava internado desde que foi atingido no braço por um tiro durante o confronto com os policiais. Na ocasião, ele teve o membro amputado. O Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) da Polícia Civil confirmou a fuga e também a recapturação do suspeito, que aconteceu na tarde de hoje. Outros dois presos que fugiram também já estão detidos.
O investigador Hélcio Piassetta postou no microblog Twitter, antes do suspeito ter sido recapturado, que ele ameaçava os médicos e policiais, dizendo que “isso não ficaria assim”. Além disso, ele afirmava que se vingaria até mesmo dos familiares que teriam o dedurado para a polícia. A informação é de que uma estratégia de fuga teria sido planejada e que, além de Dionatan, outros cinco presos também escaparam. A Banda B entrou em contato com o Cope, que confirmou que buscas estão sendo feitas para localizar os foragidos.
O caso
No dia 5 de setembro de 2013, o superintendente Gogola fez uma escolta com outro agente para levar Dionatan até o dentista. Homens armados invadiram o consultório, no Centro de Campo Largo, e atiraram contra os dois. Gogola morreu no local e o agente encaminhado em estado grave para o Hospital Nossa Senhora do Rocio. Os criminosos foram presos durante uma grande operação da Polícia Civil.
Secretaria de Justiça
Em nota, a secretária da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Maria Tereza Uille Gomes, e o diretor do Departamento de Execução Penal do Paraná (DEPEN), Cezinando Paredes, classificaram como muito grave a fuga dos presos e determinaram que seja feita uma rigorosa apuração dos fatos.
De acordo com a Seju, Max Cabral, um dos cinco presos que estavam em tratamento médico na unidade, foi recapturado. Os quatro que continuam foragidos são, além de Dionatan, Ederson Machado, Orlei Gonçalves e Rodrigo Filgueira Santos.
Todas as informações a respeito do episódio e dos foragidos já estão sendo encaminhadas à Corregedoria do Sistema Penitenciário do Paraná, que analisará as circunstâncias do fato e possíveis falhas de procedimento.
(Banda B)



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