Confusão entre manifestantes e seguranças marca CPI do Pedágio em Curitiba

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A sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Pedágios, realizada em Curitiba na manhã desta terça-feira (17), terminou em confusão. Manifestantes do grupo “Movimento Popular Contra a Corrupção: Por Amor a Londrina” alegam terem sido impedidos de protestar diante dos deputados. Eles ainda acusam a segurança da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) de truculência e agressão. O tumulto se deu no dia do depoimento do secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

Um dos integrantes do Por Amor a Londrina, o advogado Jorge Custódio, revelou nesta tarde que a confusão começou quando as faixas de protesto do grupo de Londrina foram subtraídas pela segurança local. Os manifestantes então colocaram, de forma improvisada, fitas adesivas em suas bocas contra a retaliação que sofreram.

Pelo menos duas pessoas teriam sido barradas pela segurança, sendo que uma delas precisou ser atendida pela equipe médica da Alep. “Nós estamos acompanhando a CPI de perto. Participamos das audiências pelo Estado, somente no intuito de cobrar decisões mais incisivas para responsabilizar os governantes. Mas ainda não vimos isso acontecer. A sempre atuou de forma pacífica”, apontou Custódio. De acordo com ele, os membros do grupo ficaram bastante estarrecidos com a situação.

Fernando Alfradique Scanferla contou a reportagem deodiario.com que percebeu o tumulto quando uma companheira do Por Amor a Londrina estava sendo contida por dois seguranças da Assembleia Legislativa. Ele afirmou que no momento da confusão ele usava uma camisa no rosto representando a estratégia Black Block.

“Quando vi os seguranças agarrando a Ana consegui ir até lá para tentar separar. A gente entrou em luta corporal, sem socos, mas segurando os braços. Nós explicamos que a gente não tinha ido para fazer tumulto. Que queríamos retornar para assistir o restante da sessão. A nossa ação sempre foi sem violência, sem vandalismo”, afirmou. Para Scanferla, o movimento foi coibido devido seu papel mais atuante na luta pelo fim do pedágio.

Esta foi a última sessão da CPI dos Pedágios deste ano. Em depoimento aos deputados, José Richa Júnior disse que o Estado está buscando a redução de tarifas e a realização de obras nas rodovias. De acordo com ele, até o início de 2014 o governo deve encerrar as negociações com as concessionárias das estradas pedagiadas. Duas das empresas estariam com acordo praticamente fechado.

(O Diário / Juliana Leite)

 

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