Agências bancárias de 130 municípios sofreram ataques de quadrilhas especializadas, neste ano, no Paraná. De janeiro a setembro, 230 atentados, sobretudo explosões a caixas eletrônicos, ocorreram no Estado. Quase uma ocorrência por dia,em média. Sóno Vale do Ivaí, 10 terminais bancários foram dinamitados e uma cooperativa de crédito assaltada. Os dados reveladores foram retirados do levantamento realizado pela força-tarefa liderada pelo delegado José Aparecido Jacovós, chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana.
Jacovós foi designado pela Divisão Policial do Interior, mediante determinação do delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Riad Braga Farhat, a monitorar as quadrilhas que atuam intensamente no Estado, inclusive no interior, com objetivo de prender os autores e cessar os ataques. Em nove meses de trabalho, mais de 100 integrantes foram identificados. Além
de paranaenses, os grupos contam com quadrilheiros de São Paulo e, sobretudo, Santa Catarina.
Todas as ações registradas foram compiladas e analisadas resultando num estudo detalhado do modus operandi das quadrilhas. “Reunimos todas as informações existentes sobre quadrilhas que agiram no Estado. Criamos um banco de dados com fotos de suspeitos presos e outros que ainda não foram presos, filmados através de imagens das câmeras de segurança. Também criamos um relatório com informações sobre os principais veículos utilizados e principais horários que essas quadrilhas agem além de identificar ramificações em outros Estados”, informa o delegado-chefe.
De acordo com o mapa do crime, os grupos especializados em arrombamentos e explosões
de caixas eletrônicos são bem organizados, com tarefas definidas para cada integrante. O motorista, por exemplo, deve ter vasto conhecimento da região onde irá atuar. A estratégia é definida com antecedência sendo executada com muita rapidez, não oferecendo tempo de abordagem e, consequentemente, prisão em flagrante.
As quadrilhas andam fortemente armadas. Em gravações de câmeras de segurança e relatos de testemunhas foi possível identificar a presença de fuzis, espingardas de calibre 12, pistolas e revólveres.
O maior período de registro de ocorrências, segundo o levantamento, ocorre entre os dias 25 até o dia 10 do mês subsequente. Período em que os caixas eletrônicos e cofres dos bancos estão abastecidos para pagamentos do funcionalismo e aposentadorias.
(TNOnline / Cyndi Annielli /Tribuna do Norte / Diário do Paraná)



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