
Integrantes da Polícia Militar Ambiental de Londrina capturaram e resgataram nesta quarta-feira (3), uma capivara adulta, com cerca de 40 quilos, de dentro do Hospital de Clínicas de Londrina, localizado no campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O animal foi trancado dentro de uma sala do pavimento térreo do hospital, após funcionários terem avistado a capivara transitando pelos corredores internos da
De acordo com informações da PM Ambiental, os funcionários levaram um grande susto com o roedor, mas não houve qualquer problema com pacientes e outros servidores no local. No entanto, a situação inusitada de uma capivara em um hospital chamou a atenção de muitas pessoas que pararam para fotografar o bicho.
Uma equipe da PM Ambiental foi acionada por funcionários do hospital e conseguiu de

forma segura resgatar o animal que apresenta excelente estado de saúde, sem sinais de domesticação ou ferimentos. Após passar por consulta de médico veterinário, a capivara foi solta e reinserida na natureza em uma área com povoamento de animais da mesma espécie na bacia do Rio Tibagi.
Sem saber precisar de onde surgiu a capivara no campus da UEL, a suspeita é que ela tenha saído de uma área agrícola que faz limites com a universidade e pelo fato do campus universitário ser extenso e muito arborizado.
Apesar do porte, a capivara não é um animal agressivo que coloca a vida de pessoas em risco. E pelo fato de estar na cadeia alimentar como fornecedor de alimentos a outros animais carnívoros, geralmente ela foge da presença de humanos e outros animais. O risco maior no ambiente urbano é que ocorram acidentes com pessoas, animais domésticos e objetos, além de ferimentos do próprio animal por ser muito arisco e ter peso elevado.
Sobre a capivara
A capivara adulta resgatada pesa cerca de 40 quilos e é uma jovem com idade em torno de um a dois anos. Ela mede cerca de um metro de comprimento, sendo que em sua fase adulta pode atingir até 1,5 metro de comprimento médio e pesar cerca de 60 quilos.
Ela é típica de áreas de alagados, próximas a rios e represas em toda a bacia hidrográfica do Estado do Paraná, principalmente nas beiras de rios e córregos. Ela também é encontrada em regiões mais quentes do Paraná. Por ser um roedor, pode se alimentar de plantas e raízes.
Como ocorreu com os funcionários do hospital, a Polícia Militar Ambiental orienta que as pessoas que se depararem com animais silvestres soltos na área urbana entrem em contato com o destacamento da PM Ambiental para que faça o resgate.
(O Diário / Alexandre Sanches)



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