{"id":37218,"date":"2020-06-24T13:23:21","date_gmt":"2020-06-24T13:23:21","guid":{"rendered":"http:\/\/diadianoticias.com.br\/?p=37218"},"modified":"2020-06-24T13:23:23","modified_gmt":"2020-06-24T13:23:23","slug":"a-nuvem-de-gafanhotos-que-ameaca-plantacoes-no-sul-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diadianoticias.com.br\/?p=37218","title":{"rendered":"A nuvem de gafanhotos que amea\u00e7a planta\u00e7\u00f5es no Sul do Brasil"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"460\" height=\"305\" src=\"http:\/\/diadianoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/nuvem-gafanhoto-23062020151553098.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-37219\" srcset=\"https:\/\/diadianoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/nuvem-gafanhoto-23062020151553098.jpeg 460w, https:\/\/diadianoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/nuvem-gafanhoto-23062020151553098-300x199.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 460px) 100vw, 460px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Uma nuvem de gafanhotos que j\u00e1 atingiu lavouras no Paraguai e se concentra atualmente na Argentina pode chegar ao territ\u00f3rio brasileiro, amea\u00e7ando planta\u00e7\u00f5es e pastagens do Sul do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O gafanhoto conhecido como sul-americano tem como h\u00e1bito a forma\u00e7\u00e3o de massas migrat\u00f3rias e pode viajar at\u00e9 100 km por dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Monitoramento desta ter\u00e7a-feira (23) aponta que os animais se concentram na regi\u00e3o argentina de Santa F\u00e9, a 250 km da fronteira com o Rio Grande do Sul. A proximidade alertou autoridades brasileiras pelo Senasa (Servi\u00e7o Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina).<\/p>\n\n\n\n<p>Um mapa divulgado pelo servi\u00e7o argentino mostra \u00e1reas em que a nuvem pode chegar. A fronteira oeste do Rio Grande do Sul \u00e9 demarcada como zona de perigo; parte da divisa entre o estado ga\u00facho e Santa Catarina e \u00e1reas do Paraguai que fazem divisa com Paran\u00e1 s\u00e3o consideradas regi\u00f5es de precau\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo destaca, por\u00e9m, que a dire\u00e7\u00e3o dos ventos e as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas favorecem o Brasil e levam a crer que a nuvem est\u00e1 se deslocando para o sul da Argentina e para o Uruguai.<\/p>\n\n\n\n<p>T\u00e9cnicos do governo argentino detectaram que os insetos, de at\u00e9 15 cm de envergadura, entraram no pa\u00eds pelo Paraguai, nas prov\u00edncias de Formosa e Chaco, onde h\u00e1 produ\u00e7\u00e3o de mandioca, milho e cana-de-a\u00e7\u00facar.<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma das \u00e1reas, a nuvem de gafanhotos chegou a 10 km de extens\u00e3o. Um quil\u00f4metro quadrado da nuvem comporta ao menos 40 milh\u00f5es de bichos. Eles podem comer pastagens em apenas um dia: o equivalente ao alimento de 2.000 vacas.<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisador da Embrapa em Pelotas (RS), Dori Edson Nava afirma que outras pragas como essa j\u00e1 foram registradas na regi\u00e3o, nos anos 1930 e 1940, e que h\u00e1 formas de conten\u00e7\u00e3o dos insetos. \u201cCom essa situa\u00e7\u00e3o do novo coronav\u00edrus, qualquer coisa pode parecer o fim do mundo, mas, apesar de ser uma situa\u00e7\u00e3o nova, n\u00e3o \u00e9 desesperadora\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele explica que a seca registrada nos \u00faltimos meses na regi\u00e3o atingida, com a consequente falta de alimentos para os insetos adultos, condicionou a migra\u00e7\u00e3o dos gafanhotos. \u201cO melhor seria combater esse tipo de praga enquanto elas s\u00e3o ninfas [mais jovens]\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Nava afirma que, pelo monitoramento, s\u00e3o poucas as chances de os gafanhotos chegarem ao Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom a dire\u00e7\u00e3o dos ventos e uma frente fria que est\u00e1 vindo para o estado, levando as temperaturas para abaixo de zero, \u00e9 prov\u00e1vel que os gafanhotos dispersem\u201d, avalia.<\/p>\n\n\n\n<p>A mesma condi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica favor\u00e1vel \u00e9 descrita pelo meteorologista da Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul, Fl\u00e1vio Varone. \u201cA tend\u00eancia de queda nas temperaturas e a previs\u00e3o de chuva para o Estado nesta quinta-feira (25) tendem a amenizar o risco de dispers\u00e3o da praga.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>De qualquer maneira, o Minist\u00e9rio da Agricultura e outras institui\u00e7\u00f5es brasileiras est\u00e3o orientando produtores a relatarem eventuais registros dos insetos \u00e0s autoridades.<\/p>\n\n\n\n<p>A Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Plantas do minist\u00e9rio afirma estar acompanhando a situa\u00e7\u00e3o em tempo real para minimizar impactos de eventual surto da praga no Brasil. O monitoramento se d\u00e1 por meio do Grupo T\u00e9cnico de Gafanhotos do Comit\u00ea de Sanidade Vegetal, que integra Brasil, Argentina, Paraguai e Bol\u00edvia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nava aponta para outro ponto favor\u00e1vel da regi\u00e3o ga\u00facha mais pr\u00f3xima \u00e0 nuvem de insetos: as planta\u00e7\u00f5es de arroz j\u00e1 foram colhidas. Mesmo assim, os bichos poderiam prejudicar culturas de inverno e, principalmente, pastagens. O pesquisador explica que somente inseticidas podem combater o gafanhoto.<\/p>\n\n\n\n<p>As aplica\u00e7\u00f5es exigem cuidados, j\u00e1 que h\u00e1 riscos de contamina\u00e7\u00e3o. O Sindicato Nacional das Empresas de Avia\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola colocou a frota de 426 aeronaves \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos governos ga\u00facho e federal para conter o avan\u00e7o da praga, caso seja necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><em>(Fonte: bandab.com.br)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Uma nuvem de gafanhotos que j\u00e1 atingiu lavouras no Paraguai e se concentra atualmente na Argentina pode chegar ao territ\u00f3rio brasileiro, amea\u00e7ando planta\u00e7\u00f5es e pastagens do Sul do pa\u00eds. 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