{"id":11667,"date":"2013-11-19T10:41:36","date_gmt":"2013-11-19T10:41:36","guid":{"rendered":"http:\/\/diadianoticias.com.br\/?p=11667"},"modified":"2013-11-19T10:41:36","modified_gmt":"2013-11-19T10:41:36","slug":"estudo-revela-que-mulheres-falam-em-media-20-mil-palavras-por-dia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diadianoticias.com.br\/?p=11667","title":{"rendered":"Estudo revela que mulheres falam em m\u00e9dia, 20 mil palavras por dia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/diadianoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/mulheres-conversando.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-11668\" title=\"mulheres conversando\" src=\"http:\/\/diadianoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/mulheres-conversando-300x121.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"121\" srcset=\"https:\/\/diadianoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/mulheres-conversando-300x121.jpg 300w, https:\/\/diadianoticias.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/mulheres-conversando.jpg 640w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>As mulheres falam, em m\u00e9dia, 20 mil palavras por dia, em compara\u00e7\u00e3o com meras 7 mil pronunciadas pelos homens, pelo menos segundo um livro de um neuropsiquiatra americano lan\u00e7ado em 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Citada por um cientista aparentemente especializado no assunto e amplamente disseminada pela internet, a declara\u00e7\u00e3o refor\u00e7a o estere\u00f3tipo de que o &#8220;sexo fraco&#8221; passa seus dias fofocando, enquanto os homens, &#8220;trabalhadores&#8221;, est\u00e3o fazendo algo de produtivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mas at\u00e9 que ponto o dado corresponde \u00e0 verdade?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A loquacidade pode ser medida de v\u00e1rias maneiras. Uma das t\u00e9cnicas \u00e9 levar as pessoas para um laborat\u00f3rio, dar-lhes um tema de discuss\u00e3o e registrar suas conversas. Outro recurso seria tentar gravar as conversas di\u00e1riasem casa. Poresse procedimento, se contaria o n\u00famero total de palavras faladas, o tempo que a pessoa gasta falando, a quantidade de vezes que um indiv\u00edduo participa de uma conversa ou palavras faladas a cada vez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Combinando os resultados de 73 estudos em crian\u00e7as, um grupo de pesquisadores americanos descobriu que as meninas falavam mais palavras do que os meninos, mas a diferen\u00e7a foi insignificante. Al\u00e9m disso, essa pequena diferen\u00e7a s\u00f3 era aparente quando elas falavam com os pais, n\u00e3o com seus amigos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez o ponto mais importante desse estudo tenha sido a conclus\u00e3o de que isso s\u00f3 ocorreu at\u00e9 os dois anos e meio, o que poderia significar simplesmente as diferentes velocidades com as quais as crian\u00e7as, meninos e meninas, desenvolvem habilidades de linguagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas se a diferen\u00e7a \u00e9 insignificativa entre as crian\u00e7as, o mesmo se aplica aos adultos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando Campbell Leaper, psic\u00f3logo da Universidade da Calif\u00f3rnia,em Santa Cruz, autor da pesquisa, realizou uma an\u00e1lise mais aprofundada sobre o tema, descobriu que os homens eram mais tagarelas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, novamente, a diferen\u00e7a foi pequena. E o estudo constatou que as diferen\u00e7as eram maiores em testes realizados em laborat\u00f3rios do que em ambientes sociais mais pr\u00f3ximos \u00e0 vida real, indicando, segundo os pesquisadores, que os homens talvez se sintam mais confort\u00e1veis do que as mulheres em ambientes pouco comuns como um laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As descobertas de Leaper incentivaram uma revis\u00e3o de 56 estudos realizados pela pesquisadora lingu\u00edstica Deborah James e pela psic\u00f3loga social Janice Drakich, transformada em um livro em 1993.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apenas dois dos estudos conduzidos pelas pesquisadoras constataram que as mulheres falam mais do que os homens, enquanto 34 deles mostraram que os homens falavam mais do que as mulheres, pelo menos em algumas circunst\u00e2ncias. Por outro lado, diferen\u00e7as de metodologia dificultam uma compara\u00e7\u00e3o mais exata sobre o assunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fora do laborat\u00f3rio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As conversas da vida real t\u00eam sido tradicionalmente mais dif\u00edceis de estudar por causa da necessidade de os participantes gravarem todos os seus di\u00e1logos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, o psic\u00f3logo James Pennebaker, da Universidade do Texas, desenvolveu um dispositivo que grava 30 segundos de fragmentos de som a cada 12,5 minutos. Como os participantes da pesquisa n\u00e3o podem apagar os registros, o resultado \u00e9 significativamente mais confi\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma pesquisa publicada na revista Science em 2007, Pennebaker constatou que, durante as 17 horas por dia em que o aparelho funcionava, as mulheres que participaram do estudo nos Estados Unidos e no M\u00e9xico falavam uma m\u00e9dia de 16.215 palavras e os homens, 15.669. Mais uma vez, uma diferen\u00e7a considerada residual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma an\u00e1lise de 100 encontros p\u00fablicos realizada por Janet Holmes, da Universidade Victoria de Wellington, na Nova Zel\u00e2ndia, mostrou que os homens faziam, em m\u00e9dia, 75% das perguntas, embora constitu\u00edssem apenas dois ter\u00e7os da audi\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo quando as plateias eram divididas por g\u00eanero em quantidade iguais, os homens formularam quase dois ter\u00e7os das perguntas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os resultados das pesquisas j\u00e1 realizadas apontam, portanto, que a afirma\u00e7\u00e3o de que as mulheres falam mais do que os homens n\u00e3o passa de um falso mito, sem qualquer comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O assunto voltou a ganhar destaque recentemente quando cientistas descobriram que meninas de at\u00e9 quatro anos de idade tinham 30% a mais de uma determinada prote\u00edna em uma \u00e1rea do c\u00e9rebro importante para a aquisi\u00e7\u00e3o da linguagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Imediatamente, as redes sociais foram inundadas de brincadeiras, associando o resultado da pesquisa ao fato de as mulheres falarem mais do que os homens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mito<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, ent\u00e3o, de onde vem a ideia de que os homens pronunciam 7 mil palavras por dia, em compara\u00e7\u00e3o com as 20 mil das mulheres?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A afirma\u00e7\u00e3o apareceu pela primeira vez na capa do livro O C\u00e9rebro Feminino, escrito em 2006 por Louann Brizendine, neuropsiquiatra da Universidade da Calif\u00f3rniaem San Francisco, e vem desde ent\u00e3o sendo amplamente citada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando Mark Lieberman, professor de lingu\u00edstica da Universidade da Pensilv\u00e2nia, questionou os dados, que pareciam vagamente baseados em n\u00fameros que aparecem em um livro de autoajuda, Brizendine concordou com ele e prometeu retir\u00e1-los de futuras edi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lieberman tentou rastrear a origem das estat\u00edsticas, mas teve pouca sorte: s\u00f3 encontrou uma declara\u00e7\u00e3o semelhante em um folheto de 1993 de aconselhamento matrimonial, que est\u00e1 longe de servir como base cient\u00edfica.<\/p>\n<p><em>(Fonte: BBC Brasil )<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>As mulheres falam, em m\u00e9dia, 20 mil palavras por dia, em compara\u00e7\u00e3o com meras 7 mil pronunciadas pelos homens, pelo menos segundo um livro de um neuropsiquiatra americano lan\u00e7ado em 2006. 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