Instituto Água e Terra proíbe pesca em rios do Paraná afetados pela seca

Uma portaria do Instituto Água e Terra (IAT) proibiu a pesca não profissional em rios afetados pela seca causada pela estiagem no Paraná. A proibição começou a valer na quarta-feira (27).

Segundo a portaria número 157/20, apenas pescadores profissionais podem continuar com as atividades, mas somente com a utilização de embarcações pequenas e materiais de pesca.

De acordo com a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), o estado enfrenta a pior estiagem dos últimos 100 anos. O governo estadual decretou decretou situação de emergência hídrica no início de maio.

O objetivo da proibição, conforme o IAT, é proteger a conservação da biodiversidade e das espécies, considerando que a baixa vazão dos rios facilita a predação e a retirada de peixes jovens e adultos reprodutores.

Veja, abaixo, os rios que tiveram pesca proibida (incluindo afluentes diretos):

  • Ivaí;
  • Piquiri;
  • Cinzas;
  • Tibagi;
  • Pirapó;
  • Laranjinha;
  • São Francisco Falso e Verdadeiro;
  • Jordão.

De acordo com o governo do estado, a proibição não vale para o Rio Paraná, porque é um de responsabilidade federal.

O IAT informou ainda que a liberação da pesca geral nos rios do estado só deve ocorrer quando voltar a ser registrada a cota hídrica necessária para dispersão dos cardumes e navegabilidade.

Multa e fiscalização

A desobediência à restrição prevê multa que pode variar entre R$ 700 por pescador e mais R$ 20 por quilo ou unidade de peixe pescado flagrado pelos fiscais, além da apreensão dos materiais de pesca utilizados.

A fiscalização, segundo o governo, será feita por fiscais do IAT e pelas polícias Ambiental, Civil e Militar do Paraná.

(Fonte: g1.globo.com)

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