Operação do Gaeco afasta prefeito de Iporã e cumpre mandados de prisão

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná, cumpre nesta quarta-feira (5) cinco mandados de prisão preventiva e 40 mandados de busca e apreensão no âmbito da operação “Cleptocracia”, que investiga atuação de organização criminosa em fraudes a licitações, corrupção passiva, falsidade ideológica e peculato na prefeitura de Iporã.

O prefeito de Iporã, Roberto da Silva, o Robertinho (PSDB), um dos investigados e alvos dos mandados de busca, foi afastado do cargo e proibido de frequentar a prefeitura por determinação do Tribunal de Justiça.

Prisões – São alvos dos mandados de prisão os secretários municipais Michel
Christian Uhdre (Finanças), João Pedro Gea Maruche (Compras e Licitação), o servidor público Fernando Cezar Almeida, oficial de justiça, Rosana Flores dos Santos Wada
(advogada e procuradora do município) e Caroline Larita Zago Uhdre, apontada na investigação como ‘tia afetiva’ e braço direito do prefeito Robertinho.

Caroline é advogada, gestora dos negócios do chefe do Executivo e presidente do Instituto FIP, sendo apontada como uma das principais colaboradoras das fraudes.

De acordo com as investigações, iniciadas há dez meses pelo Núcleo de Cascavel do Gaeco e pela Promotoria de Justiça de Iporã, o grupo fraudava procedimentos licitatórios em benefício de empresas que estavam em nome de “laranjas” e que, na realidade, pertenciam ao prefeito e seus familiares.

Buscas – Dos 40 mandados de busca e apreensão, 34 foram expedidos pela Vara Criminal de Iporã e são cumpridas em Iporã (22), Curitiba (1), Umuarama (4), Santa Izabel do Ivaí (1), Toledo (1), Marechal Cândido Rondon (2), Palotina (1) e Tapejara (2). As buscas ocorrem em residências, gabinetes em secretarias municipais, empresas e escritórios contábeis.

Outros seis mandados foram expedidos pelo Tribunal de Justiça e são cumpridos no gabinete do prefeito de Iporã, em sua residência e em sua propriedade rural, nas sedes de duas empresas e de instituição de ensino.

Suspensão de contratos – Também a partir das investigações, o Juízo determinou a suspensão do contrato que 12 empresas investigadas mantinham com a prefeitura, proibindo-as de participarem de novas licitações ou contratações com a administração pública.

(Fonte: Gazetaentrerios.com.br)

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