Luís Felipe Manvailer é indiciado por feminicídio

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Nesta terça-feira (31), a Polícia Civil de Guarapuava indiciou o professor Luís Felipe Manvailer, por homicídio qualificado e feminicídio – expressão utilizada para denominar as mortes violentas de mulheres em razão de gênero, ou seja, que tenham sido motivadas por sua “condição” de mulher – após a morte da esposa, a advogada Tatiane Spitzner.

Manvailer também foi indiciado pelo artigo 347 do código penal por retirar o corpo do local e apagar as manchas e marcas de sangue existentes no local do crime, além de ser indiciado pelo furto do veículo que pertencia a vítima.

De acordo com a Polícia Civil, as câmaras de segurança mostram agressão brutal de Luís Felipe em sua esposa na garagem do prédio.

O inquérito finalizado foi encaminhado para a Justiça e ficará sob análise do Ministério Público.

O caso

Tatiane morreu ao cair do quarto andar do prédio em que morava com o marido, no Centro de Guarapuava. De acordo com o delegado Bruno Miranda, vizinhos relataram terem ouvido uma discussão, seguida por pedidos de socorro, vindas do apartamento do casal. Logo depois, a mulher foi vista caída na frente do prédio.

Após a mulher cair, Manvailer desceu até o térreo, pegou o corpo da esposa morta e trouxe até o apartamento. Ao delegado, o suspeito afirmou que tomou a atitude pois estava ‘atordoado’ e que não queria deixar a mulher naquela situação. Manvailer está em uma ala especial que acolhe presos que têm curso superior, e ficará no local por tempo indeterminado. O homem havia sido preso no último dia 22, em São Miguel do Iguaçu, após se envolver em um acidente de trânsito com o veículo da vítima e tentar fugir a pé para o Paraguai.

Na última sexta-feira (27), as polícias Civil e Científica, o Instituto de Criminalística e outras autoridades realizaram o exame pericial da dinâmica de queda da advogada. A operação utilizou um boneco com o mesmo peso e altura de Tatiane para simular a queda diversas vezes, de ângulos e possibilidades diferentes.

(Fonte: www.massanews.com / Guilherme Barchik)

 

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