Zeca Dirceu cobra do governo ações de apoio aos produtores de arroz

Os agricultores alertaram que se o cenário não for revertido, haverá perda de renda e desemprego no Estado

O deputado federal Zeca Dirceu, em apoio a Associação dos Produtores de Arroz Irrigado do Paraná (PAIR/PR), encaminhou oficio ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para cobrar ações emergenciais do Governo Federal em favor dos produtores de arroz do Paraná, por conta do risco de desabastecimento do produto no próximo ano.

Zeca Dirceu ressaltou que é fundamental que o Governo se posicione diante da crise vivida pelos produtores. “Estou encaminhando essa preocupação às autoridades competentes e vou cobrar soluções para questões de crédito, da comercialização, dos custos da produção de arroz e seu valor de mercado”, pontuou o deputado.

A Associação, juntamente com o Movimento `Te Mexe Arrozeiro’, reivindica desde a renegociação das dívidas a longo prazo e melhores condições de quitação, além do ajuste dos preços mínimos à realidade dos custos de produção, até o livre comércio no Mercosul de insumos (fertilizantes e defensivos permitidos no Brasil) sem incidência de tributos e a aplicação da Lei Goergen, que determina a fiscalização de insumos proibidos, resíduos e contaminantes no arroz importado, entre outros itens.

Em março, o deputado se reuniu com agricultores da região de Querência do Norte. Na ocasião, ele recebeu um “Manifesto dos Produtores de Arroz”, sobre a crise dos arrozeiros e o risco de desabastecimento do produto em 2019, caso não sejam atendidas suas reivindicações. ”Os produtores têm um papel importante na economia da Estado e do país, por isso estamos exigindo soluções imediatas para um setor que gera emprego e renda e que precisa de respostas e de um plano de recuperação por parte do governo”,

Na época, os agricultores alertaram que se o cenário não for revertido, haverá perda de renda e desemprego no Estado. A produção do arroz tem enfrentado queda de preço, com concorrência desleal da importação de países do MERCOSUL, gerando prejuízos de até R$ 5 bilhões, somente na safra passada. Além de um endividamento, que afeta o setor há mais de 15 anos. 

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